Cristianismo

Confiança nas escrituras

Os livros de Nárnia para crianças foram escritos por C. S. Lewis e simbolizam a verdade cristã. No conto do Príncipe Caspian, Lewis conta a história de um tirano que usurpou o trono da terra encantada de Nárnia. O Príncipe Caspian, escutou histórias do grande rei de Nárnia que morreu e voltou à vida para quebrar o poder do mal. Seu tio descartou essa história como um mero conto de fadas. No entanto, o menino descobre mais tarde que a antiga história é verdadeira.

A intenção de Lewis era ilustrar como os céticos descartam a antiga história de Cristo como um mito. Como os estudiosos da Bíblia dos dias atuais, Lewis estava convencido de que o registro da vida sobrenatural de Jesus é verdadeiro e baseado em evidências históricas. Sir Frederico Kenyon, antigo diretor do Museu Britânico, tinha uma convicção semelhante sobre a confiabilidade das Escrituras. Sobre isso, escreveu: “A autenticidade e a integridade geral dos livros do Novo Testamento podem ser consideradas como […] confirmadas.”

Os apóstolos tinham a mesma confiança nos registros de Jesus: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vida de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1:16).

Podemos estar certos de que o relato bíblico do Rei dos reis é um relato histórico exato.

Fonte: Ministérios RBC

A mensagem de C. S. Lewis em VPA: Eustáquio

Devin Brown é um dos mais renomados conhecedores sobre CS Lewis e suas obras em todo o mundo. É dele o famoso livro “Os Bastidores de Nárnia“. Nesta semana, o site da Samaritan’s Purse trouxe um ótimo texto de Brown, sobre os principais personagens de A Viagem do Peregrino da Alvorada. Confira nesta primeira parte uma descrição sobre Eustáquio Clarêncio Mísero – e fique atento para as próximas partes!

~*~

A mensagem de CS Lewis em A Viagem do Peregrino da Alvorada

Devin Brown

Personagem #1 – Eustáquio

Jesus explicou aos Seus seguidores que Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido. E, como aconteceu anteriormente a Edmundo na primeira história, Eustáquio é um jovem menino que definitivamente tem estado no caminho errado por tanto tempo, que já não é capaz de ver nenhum outro – aos seus olhos, ele não faz nada de errado. Edmundo se refere ao primo como “nojento” – e isso seria explicar a condição espiritual de Eustáquio em palavras brandas.

Amigos? Lewis diz que ele não tem nenhum. Felicidade? Eustáquio conhece só um tipo: desprezar e agredir os outros, desde que sejam menores ou mais fracos que ele, ou fáceis de se atacar pelas costas. Mas mesmo quando Eustáquio é um nojento, Aslam o ama e não irá abandoná-lo numa vida que só leva à miséria a curto prazo, e à destruição no final. Através de um quadro, que cria vida no momento certo, assim como fez o guarda-roupa, Eustáquio é levado para Nárnia, opondo-se e queixando-se.

Em O Problema do Sofrimento, Lewis ressalta que o Evangelho, quando foi pregado pela primeira vez, “trouxe notícias de uma possível cura para os homens que sabiam achar-se mortalmente enfermos”. Mas agora, Lewis diz, tudo isso mudou. Hoje, antes de as boas notícias do poder curador de Cristo possam ser aceitas, as pessoas precisam ser convencidas das más notícias de seu estado espiritual. No filme Jornada pela Liberdade [no original, Amazing Grace], apesar de sua memória estar perdendo-se com sua idade, John Newton declara que ele sabe sem dúvidas de duas coisas: “Eu sou um grande pecador e Cristo é um grande Salvador”. Os homens modernos – e Eustáquio é muito moderno – precisam ser alertados da primeira verdade antes de conhecerem a segunda.

Lewis sugere que Deus sussurra para nós em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossas dores. O sofrimento, Lewis escreve, “é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo”. Depois, Eustáquio é capturado por mercadores de escravos em Felimate, e ninguém irá comprá-lo. Mas Eustáquio fica surdo à mensagem que esse episódio tem para ele, da mesma forma como ele foi durante toda sua vida, sem indicação alguma de que ele é a pessoa maravilhosa que pensa ser.

Pela graça, Eustáquio é dolorosamente avisado da vida de Dragão que ele estava levando. Com a ajuda de Aslam, ele é levado a ver o que realmente ele é e como ele findará. Cheio de horror e nojo, Eustáquio faz pequenas, superficiais melhorias, mas ele é incapaz de mudar a si mesmo de maneira completa e duradoura, é incapaz de libertar-se das cadeias do profundo egoísmo, da crueldade, e do orgulho que o aprisionam.

Eustáquio Clarêncio Mísero compartilha mais do que um nome sugestivo e a relativa semelhança com as iniciais de seu criador, Clive Staple Lewis. Em uma carta que Lewis escreveu sobre seu próprio despertar espiritual, ele confessa: “eu descobri coisas ridículas e terríveis sobre meu próprio caráter… Parece que ele não tem fim. Mais e mais profundo em mim, amor próprio e auto-admiração”.

Finalmente, Aslam diz a Eustáquio, “Você terá de deixar que eu o desvista”*. E ‘deixar’ é uma palavra-chave, pois Aslam não irá forçar sua salvação em ninguém. Eustáquio consente e, através de outra provação dolorosa, ele é renovado e colocado no caminho certo.

Depois de seu encontro com Aslam, Eustáquio não vira alguém perfeito, mas começa a se dirigir no sentido certo e então se transforma numa ilustração de como os cristão começam a crescer e amadurecer após a conversão. Lewis escreve: “Seria bonito e muito próximo da verdade dizer que, dali por diante, Eustáquio mudou completamente. Para ser rigorosamente exato, começou a mudar. Às vezes, tinha recaídas. Em certos dias era ainda um chato. Mas a cura havia começado”.

John Newton diz, “Eu era cego, mas agora vejo. Eu não escrevi isso?”. Quando Wilberforce concorda, Newton declara, “Agora, finalmente, é verdade”. Eustáquio também era inicialmente cego para sua terrível condição espiritual. Mas depois de A Viagem do Peregrino da Alvorada, Eustáquio, assim como Newton, pode proclamar, “Eu estava perdido, mas fui achado”. Através de Eustáquio – um dos mais memoráveis e amados personagens nas Crônicas – Lewis poderosamente comunica as más notícias sobre nosso estado pecaminoso e as boas notícias da graça de Deus e de Sua cura para nós.

——–

Próximo personagem: Ripchip!

* No texto em português de Paulo Mendes Campos, está “Eu tiro a sua pele”, que faz perder o sentido original do texto.

FONTE: Samaritan’s Purse | TRADUÇÃO: Narnianos.com

Nárnia entre os 12 maiores filmes cristãos

O site norte-americano Box Office Mojo fez uma lista dos filmes cristãos que mais fizeram sucesso nas bilheterias dos Estados Unidos e do mundo entre os anos de 1980 a junho de 2010. Dentre eles, estão todos os dois filmes narnianos, perdendo somente para o badalado filme de Mel Gibson. Confira a lista:
01 – A paixão de Cristo – U$370.782.930 (Drama/Biografia)
02 – As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – U$291.710.957 (Aventura)
03 – As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian – U$141.621.490 (Aventura)
04 – A história do Nascimento – U$37.629.831 (Biografia)
05 – Prova de Fogo – U$33.456.317 (Drama/Romance)
06 – Jonah: A Veggie Tales – U$25.581.229(Animação)
07 – One Night with the King – U$13.395.961(Drama)
08 – The Pirates Who Don’t Do Anything – U$12.981.269 (Animação)
09 – Meggido – U$12.614.346(Suspence/Ação)
10 – End of the Spear – U$11.967.000 (Aventura)
11 – Desafiando Gigantes – U$10.178.331
12 – Expelled: No Intelligence Allowed – U$7.720.487
FONTE: Box Office Mojo via Gospel Prime | ADAPTAÇÃO: Narnianos.com

Emeth: quem busca, encontra

O blogueiro Walter Cruz postou um texto bem interessante, intitulado “Duas Cenas Emocionantes Na Ficção De C.S. Lewis”. Nele, Walter comentou sobre um dos personagens mais controversos da série As Crônicas de Nárnia: Emeth.

Emeth, que servia a Tash, sai ao encontro do que pensava ser o verdadeiro Tash. Porém, para seu espanto, descobre que não havia Tash, mas apenas o Leão, Aslam. Ele aparece perante Aslam cheio de temor. Mas para sua surpresa, é recebido por Aslam com alegria: nas palavras de Aslam: “Todos encontram aquilo que realmente procuram“.

Leia o texto completo aqui.

Nárnia e a descrença

Quando criança, Laura Miller viu-se encantada por As Crônicas de Nárnia. Mas ela se desencantou ao descobrir que há muitos símbolos Cristãos através dos livros. Com o subtítulo “Aventuras de uma Cética em Nárnia” (A Skeptic’s Adventures in Narnia),  “O Livro do Mago” (The Magician’s Book, 2008) é baseado no relacionamento da autora com As Crônicas de Nárnia ao longo de sua vida.

themagiciansbookO livro é dividido em três seções. “Canções da Inocência” (Songs of Innocence) corresponde aos seus dias de infância. Essa seção descreve o relacionamento das crianças com a fantasia. “Problemas no Paraíso” (Trouble in Paradise) fala sobre sua rejeição às Crônicas depois de ter descoberto sobre a fonte Cristã delas. Ela traz à tona a discussão sobre os preconceitos de Lewis e sua vida pessoal. “Canções da Experiência” (Songs of Experience) é sobre seu estudo acerca dos escritos acadêmicos de Lewis em relação às Crônicas.

O título, “O Livro do Mago”, é uma referência ao livro que Lúcia usa para fazer os Tontópodes ficarem visíveis em A Viagem do Peregrino da Alvorada. O livro contém uma história que não pode ser relida e da qual Lúcia não consegue se lembrar depois. No entanto, a história causa tal impressão que, quando ela lê algumas outras histórias no futuro, elas fazem Lúcia recordar da história do livro do Mago. Para Miller, as Crônicas se tornaram num livro que nunca mais será o mesmo de quando ela o leu pela primeira vez. Mas ela reconhece os mesmos sentimentos que ele provocou quando ela lê determinadas histórias hoje.

Fãs de Lewis podem se sentir ofendidos quando a escritora nos relembra de alguns preconceitos de Lewis. Ele certamente não era um homem perfeito, e embora tenha vivido em outro tempo, nós temos de lutar com sua opinião sobre outras raças e mulheres. Enquanto Miller faz conhecidas suas  opiniões contra o Cristianismo, ela não recorre a ataques contra a pessoa. Há muito com que os cristãos podem lucrar se eles simpatizarem um pouco com a visão dela.

Rumo ao fim do livro, há um capítulo chamado “O terceiro caminho”. Ele reconta um romance antigo da Escócia. Há um caminho estreito cercado de espinhos e abrolhos, o caminho para a justiça. E há um caminho largo, forrado com lírios, o caminho para a maldade. Mas há também um terceiro caminho, um bela estrada tortuosa coberta de samambaias – o caminho para Elfland. Esta estrada, diz Miller

não leva nem ao céu, nem ao inferno, e que promete um lugar onde o implacável peso moral que o Cristianismo impõe a cada ação neste mundo simplesmente não se aplica.

É assim que, aparentemente, a autora consegue reconciliar-se com seu amor à Nárnia. O outro lado de Nárnia pode ser apreciado e as referências ao Cristianismo, ignoradas. Miller fala sobre os escritos de Lewis e JRR Tolkien sobre mitologia, e faz um admirável trabalho explicando as visões deles. Mas o que ela não quer enfrentar é a visão deles de que todos os mitos apontam para Cristo.

As Crônicas terminam em A Última Batalha com uma descrição da Nova Nárnia, que é “mais real” que qualquer outra coisa que eles já experimentaram. Miller acha que a perfeição desse lugar é tediosa. Ela alega que ausência de problemas e conflitos significa o fim das histórias. Ela preferiria as imperfeições e as histórias intermináveis. Mas, só porque nós ainda não experimentamos a perfeição, isso não significa que ela será um tempo e um lugar onde nada acontece. Uma história de valor sem qualquer tensão é difícil de se compreender, mas isso é parte do motivo por que o Paraíso é tão intrigante. Certamente, o Deus que nos criou, e nos conhece melhor que nós mesmos, terá coisas para nós fazermos que serão mais agradáveis do que qualquer experiência ou história que já contamos.

Mas, e quanto ao aqui e agora? Quando Cristo falou sobre o Caminho Largo e o Caminho Estreito, Ele nunca disse que o Caminho Estreito era “cercado de espinhos e abrolhos” e que o Largo era forrado com lírios. Seja qual for a estrada que escolhamos, haverá momentos difíceis ao longo do caminho. Mas Cristo disse que Ele veio para que pudéssemos ter “vida em abundância”. Os cristãos não somente têm o Paraíso a sua espera, mas também uma perspectiva na vida que é a razão para desfrutar a Terra aqui e agora.

Por MARK SOMMER, em Examiner.com . TRADUÇÃO: Narnianos.com

CS Lewis sobre a mágoa

“Acho que quando alguém nos ‘magoa’ é preciso relembrar que, de 100 casos, 99 pretendiam nos magoar muito menos ou nem pretendiam, e quase sempre nem percebem nada disso. Aprendi isso nos casos em que eu era o ‘magoador’. Nas ocasiões em que fiquei realmente irado e cruel, com a intenção de machucar, a outra parte nem ligou ou nem sequer percebeu. Mas quando eu descobria que havia magoado alguém, percebia também que o gesto fora inconsciente de minha parte. Aliás, detesto pessoas ‘sensíveis’, que se ‘magoam com facilidade’. Elas são uma praga social. Concorda? Em geral, o verdadeiro problema é a vaidade”.

- CS Lewis em “Cartas a uma senhora americana”

FONTE: Bela Decepção | PESQUISA: Narnianos.com

Leão Impostor

O site dos Ministérios RBC trouxe um interessante texto sobre A Última Batalha e algumas semelhanças em nossa vida espiritual. Confira:

~*~

No último livro das Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, A Última Batalha, um macaco malvado chamado Manhoso encontra uma antiga pele de leão e convence Confuso, o burro ingênuo, a vesti-la. Manhoso então alega que o burro disfarçado é Aslam (o leão que é o legítimo rei de Nárnia) e faz uma aliança com os inimigos de Nárnia. Juntos, eles planejam controlar e escravizar os súditos de Nárnia. O jovem rei Tirian, entretanto, não consegue acreditar que Aslam pudesse realmente envolver-se em práticas tão brutais. Então, com a ajuda do verdadeiro Aslam, ele derrota Manhoso e seu leão impostor.

Continue lendo na página do site Blog RBC.

CS Lewis: a queda de um ateu

O site Cristianismo Hoje, a versão em português do site Christianity Today, publicou um artigo de Ted Olsen sobre CS Lewis, sua fé e sua vida. Confira:

“Ele era um homem pesado que parecia ter 40 anos, com um rosto carnudo e oval e compleição sadia. Seu cabelo preto já tinha deixado a testa, o que o tornava especialmente imponente. Eu nada sabia sobre ele, exceto que era o professor de Inglês da faculdade. Eu não sabia que ele tinha publicado algum livro assinando seu próprio nome (quase ninguém o fazia). Mesmo depois de eu ter sido aluno dele por três anos, nunca passou pela minha cabeça que ele poderia ser o autor cujos livros vendiam em média dois milhões de exemplares por ano. Uma vez que ele nunca falou de religião enquanto eu era seu aluno, ou até que ficássemos amigos, 15 anos depois, parecia impossível que ele fosse o meio pelo qual muitos vieram à fé cristã”. Mesmo para seu melhor biógrafo e amigo de longa data, George Sayer, Clive Staples Lewis era uma surpresa e um mistério.

Como J.R.R. Tolkien aconselhou Sayer: “Você nunca chegará ao fundo dele”. Mas compreender ou até mesmo concordar com Lewis nunca foram pré-requisitos para gostar dele ou admirá-lo.

Leia o artigo completo na página de Cristianismo Hoje.

FONTE: Cristianismo Hoje | PESQUISA: Narnianos.com

"O Leão…" ou "O Sobrinho do Mago": qual vem primeiro?

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa ou O Sobrinho do Mago: qual vem primeiro?

Eu estou lendo para os meus três filhos mais velhos, na hora de ir para a cama, o livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, de C.S. Lewis. Estou fazendo isso porque é uma ótima história. Mas também porque as histórias de Nárnia, acredito eu, formaram e moldaram minha imaginação moral quando eu era criança. Eu acredito que elas fazem parte dos meios que o Espírito Santo usou para me apontar para a verdadeira Nárnia em Cristo. Mas, ao começar pelo primeiro livro da série, percebo que, além de entrar no guarda-roupa, estou entrando num debate.

Leia Mais! »