Nárnia e a descrença
Quando criança, Laura Miller viu-se encantada por As Crônicas de Nárnia. Mas ela se desencantou ao descobrir que há muitos símbolos Cristãos através dos livros. Com o subtítulo “Aventuras de uma Cética em Nárnia” (A Skeptic’s Adventures in Narnia), “O Livro do Mago” (The Magician’s Book, 2008) é baseado no relacionamento da autora com As Crônicas de Nárnia ao longo de sua vida.
O livro é dividido em três seções. “Canções da Inocência” (Songs of Innocence) corresponde aos seus dias de infância. Essa seção descreve o relacionamento das crianças com a fantasia. “Problemas no Paraíso” (Trouble in Paradise) fala sobre sua rejeição às Crônicas depois de ter descoberto sobre a fonte Cristã delas. Ela traz à tona a discussão sobre os preconceitos de Lewis e sua vida pessoal. “Canções da Experiência” (Songs of Experience) é sobre seu estudo acerca dos escritos acadêmicos de Lewis em relação às Crônicas.
O título, “O Livro do Mago”, é uma referência ao livro que Lúcia usa para fazer os Tontópodes ficarem visíveis em A Viagem do Peregrino da Alvorada. O livro contém uma história que não pode ser relida e da qual Lúcia não consegue se lembrar depois. No entanto, a história causa tal impressão que, quando ela lê algumas outras histórias no futuro, elas fazem Lúcia recordar da história do livro do Mago. Para Miller, as Crônicas se tornaram num livro que nunca mais será o mesmo de quando ela o leu pela primeira vez. Mas ela reconhece os mesmos sentimentos que ele provocou quando ela lê determinadas histórias hoje.
Fãs de Lewis podem se sentir ofendidos quando a escritora nos relembra de alguns preconceitos de Lewis. Ele certamente não era um homem perfeito, e embora tenha vivido em outro tempo, nós temos de lutar com sua opinião sobre outras raças e mulheres. Enquanto Miller faz conhecidas suas opiniões contra o Cristianismo, ela não recorre a ataques contra a pessoa. Há muito com que os cristãos podem lucrar se eles simpatizarem um pouco com a visão dela.
Rumo ao fim do livro, há um capítulo chamado “O terceiro caminho”. Ele reconta um romance antigo da Escócia. Há um caminho estreito cercado de espinhos e abrolhos, o caminho para a justiça. E há um caminho largo, forrado com lírios, o caminho para a maldade. Mas há também um terceiro caminho, um bela estrada tortuosa coberta de samambaias – o caminho para Elfland. Esta estrada, diz Miller
não leva nem ao céu, nem ao inferno, e que promete um lugar onde o implacável peso moral que o Cristianismo impõe a cada ação neste mundo simplesmente não se aplica.
É assim que, aparentemente, a autora consegue reconciliar-se com seu amor à Nárnia. O outro lado de Nárnia pode ser apreciado e as referências ao Cristianismo, ignoradas. Miller fala sobre os escritos de Lewis e JRR Tolkien sobre mitologia, e faz um admirável trabalho explicando as visões deles. Mas o que ela não quer enfrentar é a visão deles de que todos os mitos apontam para Cristo.
As Crônicas terminam em A Última Batalha com uma descrição da Nova Nárnia, que é “mais real” que qualquer outra coisa que eles já experimentaram. Miller acha que a perfeição desse lugar é tediosa. Ela alega que ausência de problemas e conflitos significa o fim das histórias. Ela preferiria as imperfeições e as histórias intermináveis. Mas, só porque nós ainda não experimentamos a perfeição, isso não significa que ela será um tempo e um lugar onde nada acontece. Uma história de valor sem qualquer tensão é difícil de se compreender, mas isso é parte do motivo por que o Paraíso é tão intrigante. Certamente, o Deus que nos criou, e nos conhece melhor que nós mesmos, terá coisas para nós fazermos que serão mais agradáveis do que qualquer experiência ou história que já contamos.
Mas, e quanto ao aqui e agora? Quando Cristo falou sobre o Caminho Largo e o Caminho Estreito, Ele nunca disse que o Caminho Estreito era “cercado de espinhos e abrolhos” e que o Largo era forrado com lírios. Seja qual for a estrada que escolhamos, haverá momentos difíceis ao longo do caminho. Mas Cristo disse que Ele veio para que pudéssemos ter “vida em abundância”. Os cristãos não somente têm o Paraíso a sua espera, mas também uma perspectiva na vida que é a razão para desfrutar a Terra aqui e agora.
Por MARK SOMMER, em Examiner.com . TRADUÇÃO: Narnianos.com
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Um bom livro. Gostaria de lê-lo.
espero que ela se converta antes que a loucura dela leve a um lugar horrivel!
Muito bom esse texto!
Engraçado, essa autora deve ter lido “Cristianismo Puro e Simples”, já que diz saber tanto sobre o Lewis, certo? Mas, mesmo assim, ela continua falando bobagens como “o peso moral do Cristianismo”…
Deve ser interessante o livro dela sim, mas ao mesmo tempo me irrita a maneira como as pessoas analisam os fatos apenas sob sua própria ótica.
É justamente do que ela não gosta que eu gosto!
Se ela não concorda com os livros que não lucre encima deles!
Concordo com vc Bruno, em genero, numero e grau!!!!
Dou meio total apoio a todos vocês ai de cima , e digo mais …
não deixemos que nossa mente se entregue ou se rebele a natureza de Miller, embora intrigante , nós sabemos que não se compara a realidade de Nárnia, nada se compara a verdade de Cristo nesta história!!!=D
PS:Nada de compara a realidadede Nárnia , a não ser o Amor de Jesus que já está em nós. =P