Que livro do Lewis você quer no mercado brasileiro?

Que livro de CS Lewis você quer ver no mercado brasileiro? É a pergunta que não quer calar dos leitores do autor, já que há muito material não lançado por aqui. Os títulos previstos e que estão lançados no Brasil são:

- Reflexão sobre os Salmos (Reflections on the Psalms)
- Até que tenhamos rostos (Till We Have Faces)
- Compelling Reason
- O Regresso do Peregrino (The Pilgrim’s Regress)
- The Dark Tower and other stories
- O Negócio do Céu (The business of heaven)
- Surpreendido pela Alegria (Surprised by Joy)
- Milagres: Um estudo preliminar
- O Grande Abismo
- O problema do Sofrimento
- A Anatomia de uma dor: Um luto em observação
- Cartas a uma senhora americana
- O peso de Glória
- Oração: Cartas a Malcom
- A série As Crônicas de Nárnia
- Os Quatro Amores
- Cartas de um diabo a seu aprendiz
- A Abolição do Homem
- Cristianismo Puro e Simples
- Um ano com CS Lewis
- Um experimento na Critica Literária

A Trilogia de Ransom ainda não há previsão de lançamento no mercado brasileiro, mas está em pauta de lançamento, então estes livros não contam por aqui na nossa pesquisa.

Vocês podem consultar a lista de livros lançados do Lewis aqui. Os livros com títulos em português são os que já foram lançados no Brasil.

Irmãos.com grava podcast sobre Lewis

O site Irmãos trouxe ao ar um interessante podcast sobre CS Lewis. O podcast inaugurou uma série que tratará sobre grandes personalidades. Nele, você conhecerá a origem de CS Lewis, seus primeiros passos na fé, sua infância conturbada, seu tempo no ateísmo e o retorno aos Cristianismo.

O podcast conta ainda com a participação de Gabriele Greggersen, autora de “O Evangelho de Nárnia”.

Para ouvi-lo, acesse o site Irmãos.com.

Novos títulos de Lewis no mercado brasileiro

A Ichtus Editoral confirmou o lançamento de títulos de C. S. Lewis no mercado brasileiro AINDA ESTE ANO e trazemos com exclusividade, os títulos que serão lançados e seus nomes em português!

- Reflexão sobre os Salmos (Reflections on the Psalms)
- Até que tenhamos rostos (Till We Have Faces)
- Compelling Reason
- O Regresso do Peregrino (The Pilgrim’s Regress)
- The Dark Tower and other stories
- O Negócio do Céu (The business of heaven)
- Surpreendido pela Alegria (Surprised by Joy)

Surpreendo pela Alegria estava fora de cartaz há algum tempo, e foi publicado no Brasil pela Editora Mundo Cristão. Os outros títulos nunca foram publicados no Brasil, então é uma boa pedida para quem quer conhecer outros trabalhos de Lewis. Outra novidade é que as capas não vão ser as mesmas que as americanas, e sim feitas pela editora e que será lançado um outro título junto com estes, pois ele já está a venda no mercado brasileiro pela Martins Fontes.

Qualquer notícia nós estaremos postando aqui.
Agradecemos a Ichtus Editorial pela atenção ao trabalho de Lewis.

Faculdade CS Lewis será aberta em breve!

Enfim, um local para a Faculdade CS Lewis foi comprado! A fundação CS Lewis anunciou no último dia 16 a compra do estabelecimento da Faculdade CS Lewis, em Northfield, Massachusetts.

O local do Seminário DL Moody para Jovens Mulheres (transformado depois em Escola de Ensino Médio Monte Hérmom de Northfield) foi adquirido por Hobby Lobby Stores, Inc. para a faculdade (a Escola de Ensino Médio foi recentemente unificada ao campus Monte Hérmon).

A Faculdade CS Lewis é concebida como uma plenamente credenciada instituição cristã não-denominalcional, com os cursos de Grandes Livros (com duração de 4 anos) e Artes Cênicas e Visuais.

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O que o Natal significa pra mim

Há três coisas que levam o nome de “Natal”. A primeira é a festa religiosa. Ela é importante e obrigatória para os cristãos mas, já que não é do interesse de todos, não vou dizer mais nada sobre ela. A segunda (ela tem conexões histórias com a primeira, mas não precisamos falar disso aqui) é o feriado popular, uma ocasião para confraternização e hospitalidade. Se fosse da minha conta ter uma “opinião” sobre isso, eu diria que aprovo essa confraternização. Mas o que eu aprovo ainda mais é cada um cuidar da sua própria vida. Não vejo razão para ficar dando opiniões sobre como as pessoas devam gastar seu dinheiro e seu tempo com os amigos. É bem provável que elas queiram minha opinião tanto quanto eu quero a delas. Mas a terceira coisa a que se chama “Natal” é, infelizmente, da conta de todo mundo.

Refiro-me à chantagem comercial. A troca de presentes era apenas um pequeno ingrediente da antiga festividade inglesa. O Sr. Pickwick levou um bacalhau a Dingley Dell [1]; o arrependido Scrooge [2] encomendou um peru para seu secretário; os amantes mandavam presentes de amor; as crianças ganhavam brinquedos e frutas. Mas a idéia de que não apenas todos os amigos mas também todos os conhecidos devam dar presentes uns aos outros, ou pelo menos enviar cartões, é já bem recente e tem sido forçada sobre nós pelos lojistas. Nenhuma destas circunstâncias é, em si, uma razão para condená-la. Eu a condeno nos seguintes termos.

1. No cômputo geral, a coisa é bem mais dolorosa do que prazerosa. Basta passar a noite de Natal com uma família que tenta seguir a ‘tradição’ (no sentido comercial do termo) para constatar que a coisa toda é um pesadelo. Bem antes do 25 de dezembro as pessoas já estão acabadas – fisicamente acabadas pelas semanas de luta diária em lojas lotadas, mentalmente acabadas pelo esforço de lembrar todas as pessoas a serem presenteadas e se os presentes se encaixam nos gostos de cada um. Elas não estão dispostas para a confraternização; muito menos (se quisessem) para participar de um ato religioso. Pela cara delas, parece que uma longa doença tomou conta da casa.

2. Quase tudo o que acontece é involuntário. A regra moderna diz que qualquer pessoa pode forçar você a dar-lhe um presente se ela antes jogar um presente no seu colo. É quase uma chantagem. Quem nunca ouviu o lamento desesperado e injurioso do sujeito que, achando que enfim a chateação toda terminou, de repente recebe um presente inesperado da Sra. Fulana (que mal sabemos quem é) e se vê obrigado a voltar para as tenebrosas lojas para comprar-lhe um presente de volta?

3. Há coisas que são dadas de presente que nenhum mortal pensaria em comprar para si – tralhas inúteis e barulhentas que são tidas como ‘novidades’ porque ninguém foi tolo o bastante em adquiri-las. Será que realmente não temos utilidade melhor para os talentos humanos do que gastá-los com essas futilidades?

4. A chateação. Afinal, em meio à algazarra, ainda temos nossas compras normais e necessárias, e nessa época o trabalho em fazê-las triplica.

Dizem que essa loucura toda é necessária porque faz bem para a economia. Pois esse é mais um sintoma da condição lunática em que vive nosso país – na verdade, o mundo todo –, no qual as pessoas se persuadem mutuamente a comprar coisas. Eu realmente não sei como acabar com isso. Mas será que é meu dever comprar e receber montanhas de porcarias todo Natal só para ajudar os lojistas? Se continuar desse jeito, daqui a pouco eu vou dar dinheiro a eles por nada e contabilizar como caridade. Por nada? Bem, melhor por nada do que por insanidade.

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Publicado originalmente em God in the dock — Essays on Theology and Ethics (Deus no banco dos réus – Ensaios sobre Teologia e Ética), 1957.
[1] Samuel Pickwick é o personagem principal de Pickwick Papers, romance de Charles Dickens no qual suas aventuras são narradas. Dingley Dell é o nome de uma fazenda, um dos cenários do romance. (N. do T.)
[2] Referência ao avarento milionário Ebenezer Scrooge, personagem da obra Um Conto de Natal, de Charles Dickens. (N. do T.)

Tradução: © 2006 MidiaSemMascara.org
Fonte: Orthodoxia e Walter Cruz

Semana CS Lewis: Feliz Aniversário, Jack

Querido Jack,

Gostaria de poder falar aqui que o mundo parou para ler e ouvir o que você tinha a dizer. Tudo bem, algumas poucas e bem-aventuradas o fizeram, porém a grande maioria da humanidade seguiu em frente fazendo o que sabe de melhor: roubando, matando uns aos outros, e basicamente mentindo a respeito de tudo.

O dia da sua partida foi extremamente triste, porque o mundo perdeu um grande homem, um pensador brilhante, um cavalheiro como não se encontrava mais, e um cristão dedicado e exemplar. Sim, você podia colocar em si mesmo todos os defeitos, mas ainda assim foi um exemplo para todos nós. Porém nesse mesmo dia, partiram um outro autor famoso e um presidente americano, cuja morte foi muito chocante e atraiu muita -senão toda ela - atenção. Talvez tenha sido até do jeito que você gostaria que tivesse sido: sem chamar a atenção, sem falsos elogios post-mortem, com apenas aqueles que lhe eram mais queridos ao seu lado.

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Semana CS Lewis: Obrigado, Lewis

Não sei bem como começar este texto.

Nunca conheci C. S. Lewis pessoalmente, mas conheço suas palavras. Nunca conheci o homem que ele foi fora dos livros, mas neles ele mostrou sua personalidade.

Ele foi uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci. Gostaria de ter vivido alguns anos atrás para, simplesmente, apertar-lhe as mãos.

Hoje, há 111 anos, ele nascia em uma pequena cidade da Irlanda do Norte. Nasceu como Clive Staples Lewis filho de Flora Hamilton e Albert Lewis e irmão de Warnie Lewis. Pra mim, neste dia, o mundo conheceu a pessoa mais fantástica que irá pisar no planeta.

Há 111 anos, a pessoa que mais me inspira hoje respirava o oxigênio desta terra. Deu seu primeiro choro. Seu cordão umbilical foi cortado. E sua mãe o abraçou enquanto chorava. Ela nunca imaginaria que hoje seu filho estaria sendo homenageado no mundo todo. Que seus livros chegariam ao cinema. Que suas ideias influenciassem pensamentos de hoje.

Clive Staples “Jack” Lewis sempre nascerá no coração daqueles que o amam. Daqueles que o admiram.

Jack Lewis sempre estará vivo nas páginas de seus livros. Nos seus filmes.

Jack sempre estará vivo e sempre nascerá pra mim todos os dias em que eu acordar. Toda hora em que eu lembrar de uma frase dele. E em qualquer lugar que eu vá.

Não deixe a história de Lewis morrer. Faça com que ela viva para sempre até que este mundo acabe.

E, quanto ao Jack, meus sinceros parabéns. E obrigado por ter existido.

Yours,
Ron. ¹

¹ Yours, Jack era como Lewis assinava suas cartas.

Semana CS Lewis: A cozinha do Purgatório

Tenho a impressão de que, fora o sofrimento real, os homens e as mulheres são afetados pelas doenças de forma muito diversa. Para uma mulher, um grande mal é não pode fazer as coisas. Para um homem (ou pelo menos para um homem como eu), a maior consolação é refletir: “Bem, de qualquer forma, ninguém agora pode exigir que eu faça alguma coisa!” Muitas vezes fico imaginando que um estágio do Purgatório poderia ser uma enorme cozinha onde as coisas sempre dão errado - o leite ferve e vaza, a louças se quebram, as torradas se queimam, os animais roubam comida. As mulheres têm de aprender a ficar sentadas e quietas sem se importar com nada; os homens têm de aprender a mobilizar-se e tomar certas providências. Quando os dois sexos tiverem dominado esse exercício, poderão passar para o próximo…

C.S. Lewis, em Cartas a uma senhora americana

Semana CS Lewis: Pessoas boas não conhecem tentação?

Nenhum homem sabe realmente o quanto é mau até se esforçar muito para ser bom. Circula por aí a idéia tola de que as pessoas virtuosas não conhecem as tentações. Trata-se de uma mentira deslavada. Só os que tentam resistir às tentações sabem quão fortes elas são. Afinal de contas, para conhecer a força do exército alemão, temos de enfrentá-lo, e não entregar as armas. Para conhecer a intensidade do vento, temos de andar contra ele, e não deitar no chão. Um homem que cede à tentação em cinco minutos não tem a menor idéia de como ela seria uma hora depois. Por esse motivo, as pes­soas más, em certo sentido, sabem muito pouco a respei­to da maldade. Na medida em que sempre se rendem, levam uma vida protegida. É impossível conhecer a for­ça do mal que se esconde em nós até o momento em que decidimos enfrentá-lo; e Cristo, por ter sido o úni­co homem que nunca caiu em tentação, é também o único que conhece a tentação em sua plenitude - o mais realista de todos os homens.

- Cristianismo Puro e Simples

Semana CS Lewis: Devemos ser Pássaros

Assim é a nossa vida aqui. A coisa que lhe dá horror, que lhe parece quase impossível, é entregar todo o seu ser — todos os seus desejos e precauções — a Cristo. Mas isso é muito mais fácil que aquilo que todos nós tentamos fazer. Pois o que cada um tenta fazer é continuar sendo aquilo que chama de “ele mesmo”, é continuar tendo a felicidade pessoal como grande objetivo na vida, e ao mesmo tempo ser “bom”. Cada um tenta deixar que sua mente e seu coração sigam seus próprios caminhos — centrados no dinheiro, no prazer ou na ambição —, e apesar disso tem a esperança de se comportar de modo honesto, casto e humilde. Mas é exatamente isso que Cristo nos advertiu que não se pode fazer. Como ele disse, não se geram figos dos abrolhos.

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