Archive for October, 2009

Tudo ou nada

Artigo de C. S. Lewis, publicado na revista Ultimato.

Dizem, às vezes, as pessoas: “ A religião não me atrai”. Certa ocasião conheci uma moça que me disse: “A religião serve, desde que não exagere”. Pessoas que falam assim pensam que a religião é algo como futebol ou música que pode servir para alguns, mas não para outros, ou que pode interessar até certo ponto, mas não além. O primeiro passo em direção à maturidade é compreender que isto não faz sentido.

O cristianismo não é um passatempo nem um remédio que se pode vender sem receita médica. Fazem-se afirmativas: Deus existe – O homem está falido – Deus tornou-Se Homem e pode transformar todos os outros homens – Nem um outro pode fazer isto – Aqueles que não são transformados são “lançados fora”.

Se estas afirmativas são verdadeiras, elas atigem a todos e são de infinita importância. Se não são, não afetam ninguém e nenhuma importância têm. Ou nada ou infinito. Ou este fio é vivo ou não é. Sendo vivo, conduz uma corrente de voltagem infinita. O cristianismo não pode ser “mais ou menos” importante.

O Deus dos cristãos não quer isto ou aquilo de você: Ele quer você – tudo o que é seu. Isto não é exorbitante. Ele fez você: Ele Se tornou homem para recuperá-lo. (Você gostaria de tranformar-se num animal durante vários anos?) Ele o mantém vivo cada momento. Ele lhe dá cada instante que você pensa ser seu. De fato, você é propriedade dEle e Ele o quer. Há os inimigos – dEle e seu – que também lhe querem. Se você não se entrega a Deus, então os inimigos tomá-lo-ão. A guerra entre eles e Ele é intensa demais para que alguém seja neutro. Uma pessoa que procura ser neutra será fatalmente capturada pelos inimigos. É preciso escolher o seu lado.

Alguns dizem que não podem acreditar nisto, porque sendo a terra tão pequena em relação ao universo, Deus não Se importaria com o que acontece nela. Mas um pequeno lugar pode ser de muita importância numa guerra. (Estalingrado, no mapa, parece ser um lugar muito pequeno, todavia foi o ponto estratégico na batalha de defesa da Rússia.) É por isto que insistimos: ponha todo o seu ser (cada parte tem valor) e imediatamente (cada minuto é importante) ao lado de Deus. Apresente-se para o serviço. Faça agora sua primeira oração, em qualquer lugar que esteja. Diga-lhe que você deseja lutar. Nunca soube de alguém que arrependesse deste passo.

Sem dúvida, há muita gente boa que não é crente, assim como há muita gente boa que toma o trem errado. Mas o que importa é onde vai terminar. O trem errado parece tão bom como o outro, antes da partida e pode mesmo acompanhá-lo por uma considerável distância, mas no final ele falha e você fica na mão.

Editora Ultimato lança versão de bolso de “Um Ano com C. S. Lewis”

Para celebrar dez anos de publicação de devocionários, Ultimato apresenta a sua coleção “Devocionário de Bolso”. Em 2010, Ultimato quer andar mais perto do seu leitor.

Mais acessível, fácil de carregar e com um novo formato, o “Devocionário de Bolso” é uma edição econômica dos clássicos devocionários da Editora Ultimato.

Com layout desenvolvido pelo designer Caio Campana, a coleção estreia com Devocionais Para Todas as Estações — meditações diárias , organizado pelo pastor Elben César, e Um Ano com C. S. Lewis — leituras diárias de suas obras clássicas .

Um Ano com C. S. Lewis — leituras diárias de suas obras clássicas é uma preciosa coletânea do que há de melhor nos clássicos “Cristianismo Puro e Simples”, “Cartas do Diabo a seu Aprendiz”, “O Grande Abismo”, “O Problema do Sofrimento” e “Milagres”.

Lançado originalmente em 2005, agora a nova edição apresenta, além do novo formato, uma nova revisão da tradução do original em inglês. A descoberta da fé, os milagres, o sofrimento, são alguns dos muitos temas desenvolvidos por C. S. Lewis ao longo do ano. Companhia perfeita para quem aprecia os escritos do maior pensador cristão do século 20.

A Editora Ultimato publicou também um vídeo de uma interpretação de Cartas de um diabo a seu aprendiz para promover o livro.


O livro, em sua edição de bolso, custa R$ 29,90 e você pode comprá-lo em pré-venda aqui . O lançamento é dia 20 de novembro.

Fonte: Editora Ultimato .

Editora Vida lança “Oração: cartas a Malcolm”

O nosso membro, Walter, nos avisou que a Editora Vida lançou o livro “Oração: cartas a Malcolm”, o último livro de C. S. Lewis.

Oração: cartas a Malcolm de C. S. Lewis é uma abordagem franca e honesta sobre a oração. Publicação póstuma, ainda assim permaneceu na lista dos mais vendidos por muito tempo.

Oração: cartas a Malcolm é um livro belamente concretizado e profundamente emocionante que trata dos temores e das fraquezas do homem.

Em forma de cartas afetuosas e descontraídas a um amigo muito chegado, C. S. Lewis medita em várias questões relativas ao diálogo íntimo entre homem e Deus. Pondera sobre aspectos práticos e metafóricos da oração. Indaga sobre nossa real necessidade de falar com Deus e sobre a forma ideal de oração. Busca saber qual dos nossos muitos eus mostramos a Deus enquanto oramos. E muito mais. A carta final contém pensamentos instigantes sobre “cristãos liberais”, alma e ressurreição.

O preço sugerido é R$ 19,90 no site da Editora Vida, clicando aqui.

Nova citação ao lado!

Estamos colocando hoje uma nova citação ali do lado.

Esta citação é do último lançamento de Lewis no mercado brasileiro, O Peso de Glória, pela Editora Vida. Esta frase retrata um dos momentos mais marcantes da coversão de Lewis: quando ele, após uma conversa com dois amigos (um deles J. R. R. Tolkien) sobre o cristianismo e acaba se convencendo que o mito* de Cristo era real.

Fizemos uma promoção relâmpago no twitter para que quem acertasse nós citariamos aqui no post. A ganhadora foi a @beladecepcao. Parabéns! E como só outra pessoa comentou, mereço destacá-la: @PamelaChris, que chutou O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa.

*C. S. Lewis era ateu na época que disse que história de Cristo era um mito.

C. S. Lewis sobre o divórcio

Um texto de Cristianismo Puro e Simples sobre o divórcio.

O que todas  as pessoas repudiam é a visão moderna de que o divórcio é simplesmente um reajustamento de parceiros, a ser feito sempre que as pessoas não se sentem mais apaixonadas uma pela outra, ou quando uma delas se apaixona por outra pessoa. Antes de analisar essa visão moderna e sua relação com a castidade, não devemos deixar de considerar sua relação com outra virtude - a saber, a justiça. A justiça, como eu disse antes, inclui a fidelidade à própria palavra. Todos os que se casaram na igreja fizeram a promessa pública e solene de permanecer unidos até a morte. O dever de cumprir essa promessa não tem nenhum vínculo especial com a moralidade sexual: ela está em pé de igualdade com qualquer outra promessa. Se, como as pessoas hoje em dia insistem em dizer, o impulso sexual é igual a todos os outros impulsos, então deve ser tratado em pé de igualdade com eles. Assim como o gozo de todo e qualquer impulso é controlado por nossas promessas, assim deve ser o gozo do impulso sexual. No entanto, se, segundo penso, ele não é igual a nossos demais impulsos, mas encontra-se morbidamente inflamado, devemos ter mais cautela para que ele não nos leve à desonestidade. Certas pessoas podem retrucar dizendo que consideram a promessa feita na igreja uma simples formalidade, a qual nunca tencionaram cumprir. A quem, então, pretendiam enganar quando fizeram tal promessa? A Deus? Isso não é nada sensato. A si mesmas? Isso não é muito mais sensato que a alternativa anterior. Enganar a noiva, o noivo, os sogros? Isso é traição. E mais freqüente, na minha opinião, o casal (ou um deles) querer enganar o público. Quer a respeitabilidade que vem do casamento sem ter de pagar por isso: ou seja, são impostores, são enganadores. Se essas pessoas são desonestas e não se preocupam com isso, não tenho nada a lhes dizer. Quem poderia adverti-las a seguir o nobre, mas penoso, dever da castidade, se elas não pretendem nem mesmo ser honestas? Caso recobrassem a razão, a própria promessa feita as constrangeria. Tudo isso, como você pode notar, está circunscrito ao âmbito da justiça, e não da castidade. Se as pessoas não acreditam em casamento para sempre, talvez seja melhor viver juntas sem estar casadas que fazer uma promessa que não pretendem cumprir. É claro que, ao viver juntas sem estar unidas pelo matrimônio, elas são culpadas de fornicação (sob o ponto de vista cristão).

Informações técnicas o filme de “O Grande Abismo”

A Beloved Pictures atualizou seu site oficial com informações técnicas de “O Grande Abismo”.

Diretor: David L. Cunningham

Produtores: Michael Ludlum, Caleb W. Applegate e Robert Abramoff

Produtor Executivo: Bob Beltz

Status: Em desenvolvimento / Criando Script

O Grande Abismo é uma obra de fantasia de CS Lewis (Cartas de um diabo a seu aprendiz, As Crônicas de Nárnia. O Grande Abismo conta a história da jornada de um homem que vai até a Cidade Cinza até o Céu.

O filme não tem data prevista para a estreia.

Fonte: NarniaFans | Tradução e adaptação: Sociedade Brasileira CSLewis