Author Archive

Que livro do Lewis você quer no mercado brasileiro?

Que livro de CS Lewis você quer ver no mercado brasileiro? É a pergunta que não quer calar dos leitores do autor, já que há muito material não lançado por aqui. Os títulos previstos e que estão lançados no Brasil são:

- Reflexão sobre os Salmos (Reflections on the Psalms)
- Até que tenhamos rostos (Till We Have Faces)
- Compelling Reason
- O Regresso do Peregrino (The Pilgrim’s Regress)
- The Dark Tower and other stories
- O Negócio do Céu (The business of heaven)
- Surpreendido pela Alegria (Surprised by Joy)
- Milagres: Um estudo preliminar
- O Grande Abismo
- O problema do Sofrimento
- A Anatomia de uma dor: Um luto em observação
- Cartas a uma senhora americana
- O peso de Glória
- Oração: Cartas a Malcom
- A série As Crônicas de Nárnia
- Os Quatro Amores
- Cartas de um diabo a seu aprendiz
- A Abolição do Homem
- Cristianismo Puro e Simples
- Um ano com CS Lewis
- Um experimento na Critica Literária

A Trilogia de Ransom ainda não há previsão de lançamento no mercado brasileiro, mas está em pauta de lançamento, então estes livros não contam por aqui na nossa pesquisa.

Vocês podem consultar a lista de livros lançados do Lewis aqui. Os livros com títulos em português são os que já foram lançados no Brasil.

Novos títulos de Lewis no mercado brasileiro

A Ichtus Editoral confirmou o lançamento de títulos de C. S. Lewis no mercado brasileiro AINDA ESTE ANO e trazemos com exclusividade, os títulos que serão lançados e seus nomes em português!

- Reflexão sobre os Salmos (Reflections on the Psalms)
- Até que tenhamos rostos (Till We Have Faces)
- Compelling Reason
- O Regresso do Peregrino (The Pilgrim’s Regress)
- The Dark Tower and other stories
- O Negócio do Céu (The business of heaven)
- Surpreendido pela Alegria (Surprised by Joy)

Surpreendo pela Alegria estava fora de cartaz há algum tempo, e foi publicado no Brasil pela Editora Mundo Cristão. Os outros títulos nunca foram publicados no Brasil, então é uma boa pedida para quem quer conhecer outros trabalhos de Lewis. Outra novidade é que as capas não vão ser as mesmas que as americanas, e sim feitas pela editora e que será lançado um outro título junto com estes, pois ele já está a venda no mercado brasileiro pela Martins Fontes.

Qualquer notícia nós estaremos postando aqui.
Agradecemos a Ichtus Editorial pela atenção ao trabalho de Lewis.

O que o Natal significa pra mim

Há três coisas que levam o nome de “Natal”. A primeira é a festa religiosa. Ela é importante e obrigatória para os cristãos mas, já que não é do interesse de todos, não vou dizer mais nada sobre ela. A segunda (ela tem conexões histórias com a primeira, mas não precisamos falar disso aqui) é o feriado popular, uma ocasião para confraternização e hospitalidade. Se fosse da minha conta ter uma “opinião” sobre isso, eu diria que aprovo essa confraternização. Mas o que eu aprovo ainda mais é cada um cuidar da sua própria vida. Não vejo razão para ficar dando opiniões sobre como as pessoas devam gastar seu dinheiro e seu tempo com os amigos. É bem provável que elas queiram minha opinião tanto quanto eu quero a delas. Mas a terceira coisa a que se chama “Natal” é, infelizmente, da conta de todo mundo.

Refiro-me à chantagem comercial. A troca de presentes era apenas um pequeno ingrediente da antiga festividade inglesa. O Sr. Pickwick levou um bacalhau a Dingley Dell [1]; o arrependido Scrooge [2] encomendou um peru para seu secretário; os amantes mandavam presentes de amor; as crianças ganhavam brinquedos e frutas. Mas a idéia de que não apenas todos os amigos mas também todos os conhecidos devam dar presentes uns aos outros, ou pelo menos enviar cartões, é já bem recente e tem sido forçada sobre nós pelos lojistas. Nenhuma destas circunstâncias é, em si, uma razão para condená-la. Eu a condeno nos seguintes termos.

1. No cômputo geral, a coisa é bem mais dolorosa do que prazerosa. Basta passar a noite de Natal com uma família que tenta seguir a ‘tradição’ (no sentido comercial do termo) para constatar que a coisa toda é um pesadelo. Bem antes do 25 de dezembro as pessoas já estão acabadas – fisicamente acabadas pelas semanas de luta diária em lojas lotadas, mentalmente acabadas pelo esforço de lembrar todas as pessoas a serem presenteadas e se os presentes se encaixam nos gostos de cada um. Elas não estão dispostas para a confraternização; muito menos (se quisessem) para participar de um ato religioso. Pela cara delas, parece que uma longa doença tomou conta da casa.

2. Quase tudo o que acontece é involuntário. A regra moderna diz que qualquer pessoa pode forçar você a dar-lhe um presente se ela antes jogar um presente no seu colo. É quase uma chantagem. Quem nunca ouviu o lamento desesperado e injurioso do sujeito que, achando que enfim a chateação toda terminou, de repente recebe um presente inesperado da Sra. Fulana (que mal sabemos quem é) e se vê obrigado a voltar para as tenebrosas lojas para comprar-lhe um presente de volta?

3. Há coisas que são dadas de presente que nenhum mortal pensaria em comprar para si – tralhas inúteis e barulhentas que são tidas como ‘novidades’ porque ninguém foi tolo o bastante em adquiri-las. Será que realmente não temos utilidade melhor para os talentos humanos do que gastá-los com essas futilidades?

4. A chateação. Afinal, em meio à algazarra, ainda temos nossas compras normais e necessárias, e nessa época o trabalho em fazê-las triplica.

Dizem que essa loucura toda é necessária porque faz bem para a economia. Pois esse é mais um sintoma da condição lunática em que vive nosso país – na verdade, o mundo todo –, no qual as pessoas se persuadem mutuamente a comprar coisas. Eu realmente não sei como acabar com isso. Mas será que é meu dever comprar e receber montanhas de porcarias todo Natal só para ajudar os lojistas? Se continuar desse jeito, daqui a pouco eu vou dar dinheiro a eles por nada e contabilizar como caridade. Por nada? Bem, melhor por nada do que por insanidade.

____
Publicado originalmente em God in the dock — Essays on Theology and Ethics (Deus no banco dos réus – Ensaios sobre Teologia e Ética), 1957.
[1] Samuel Pickwick é o personagem principal de Pickwick Papers, romance de Charles Dickens no qual suas aventuras são narradas. Dingley Dell é o nome de uma fazenda, um dos cenários do romance. (N. do T.)
[2] Referência ao avarento milionário Ebenezer Scrooge, personagem da obra Um Conto de Natal, de Charles Dickens. (N. do T.)

Tradução: © 2006 MidiaSemMascara.org
Fonte: Orthodoxia e Walter Cruz

Semana CS Lewis: Feliz Aniversário, Jack

Querido Jack,

Gostaria de poder falar aqui que o mundo parou para ler e ouvir o que você tinha a dizer. Tudo bem, algumas poucas e bem-aventuradas o fizeram, porém a grande maioria da humanidade seguiu em frente fazendo o que sabe de melhor: roubando, matando uns aos outros, e basicamente mentindo a respeito de tudo.

O dia da sua partida foi extremamente triste, porque o mundo perdeu um grande homem, um pensador brilhante, um cavalheiro como não se encontrava mais, e um cristão dedicado e exemplar. Sim, você podia colocar em si mesmo todos os defeitos, mas ainda assim foi um exemplo para todos nós. Porém nesse mesmo dia, partiram um outro autor famoso e um presidente americano, cuja morte foi muito chocante e atraiu muita -senão toda ela - atenção. Talvez tenha sido até do jeito que você gostaria que tivesse sido: sem chamar a atenção, sem falsos elogios post-mortem, com apenas aqueles que lhe eram mais queridos ao seu lado.

Read the rest of this entry »

Semana CS Lewis: Obrigado, Lewis

Não sei bem como começar este texto.

Nunca conheci C. S. Lewis pessoalmente, mas conheço suas palavras. Nunca conheci o homem que ele foi fora dos livros, mas neles ele mostrou sua personalidade.

Ele foi uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci. Gostaria de ter vivido alguns anos atrás para, simplesmente, apertar-lhe as mãos.

Hoje, há 111 anos, ele nascia em uma pequena cidade da Irlanda do Norte. Nasceu como Clive Staples Lewis filho de Flora Hamilton e Albert Lewis e irmão de Warnie Lewis. Pra mim, neste dia, o mundo conheceu a pessoa mais fantástica que irá pisar no planeta.

Há 111 anos, a pessoa que mais me inspira hoje respirava o oxigênio desta terra. Deu seu primeiro choro. Seu cordão umbilical foi cortado. E sua mãe o abraçou enquanto chorava. Ela nunca imaginaria que hoje seu filho estaria sendo homenageado no mundo todo. Que seus livros chegariam ao cinema. Que suas ideias influenciassem pensamentos de hoje.

Clive Staples “Jack” Lewis sempre nascerá no coração daqueles que o amam. Daqueles que o admiram.

Jack Lewis sempre estará vivo nas páginas de seus livros. Nos seus filmes.

Jack sempre estará vivo e sempre nascerá pra mim todos os dias em que eu acordar. Toda hora em que eu lembrar de uma frase dele. E em qualquer lugar que eu vá.

Não deixe a história de Lewis morrer. Faça com que ela viva para sempre até que este mundo acabe.

E, quanto ao Jack, meus sinceros parabéns. E obrigado por ter existido.

Yours,
Ron. ¹

¹ Yours, Jack era como Lewis assinava suas cartas.

Semana CS Lewis: O pintor e a pintura celestial

De “O Grande Abismo”. Mostra uma cena de um pintor que acaba descobrindo que não pode mais pintar.

Em O grande abismo, C. S. Lewis vale-se mais uma vez de seu incomparável talento para fábulas e alegorias. Em sonho, o escritor-narrador pega um ônibus numa tarde chuvosa e dá início a uma viagem inacreditável, atravessando Céu e Inferno.

No caminho, encontra-se com seres sobrenaturais, que fogem a tudo que ele já vira, e chega a conclusões significativas sobre as conseqüências inevitáveis do comportamento humano. É o ponto de partida para uma profunda reflexão sobre o bem e o mal. Se insistimos em conservar o Inferno (ou mesmo a Terra) não veremos o Céu; se quisermos o Céu, não guardaremos a menor, nem a mais familiar recordação do que seja o Inferno.

“Como eles chegam aqui, afinal?” perguntei ao meu Professor.

“Já vi gente desse tipo ser convertida”, respondeu, “enquanto aqueles que você poderia pensar que estivessem menos condenados voltaram. Os que odeiam o bem estão algumas vezes mais perto do que os que nada sabem a respeito dele e julgam conhecê-lo.”

“Quieto agora!” disse derepente o Professor. Estávamos de pé junto a uns arbustos e além deles vi um dos Sólidos e um Fantasma, que se tinham encontrado aparentemente naquele momento. A aparência do Fantasma era vagamente familiar, mas logo descobri que o que vira na terra não tinha sido o homem em si, mas fotografias dele nos jornais. Tinha sido um artista famoso.

“Deus!” exclamou o Fantasma, olhando ao redor para o cenário.

“Deus, o quê?” perguntou o Espírito.

Read the rest of this entry »

Tudo ou nada

Artigo de C. S. Lewis, publicado na revista Ultimato.

Dizem, às vezes, as pessoas: “ A religião não me atrai”. Certa ocasião conheci uma moça que me disse: “A religião serve, desde que não exagere”. Pessoas que falam assim pensam que a religião é algo como futebol ou música que pode servir para alguns, mas não para outros, ou que pode interessar até certo ponto, mas não além. O primeiro passo em direção à maturidade é compreender que isto não faz sentido.

O cristianismo não é um passatempo nem um remédio que se pode vender sem receita médica. Fazem-se afirmativas: Deus existe – O homem está falido – Deus tornou-Se Homem e pode transformar todos os outros homens – Nem um outro pode fazer isto – Aqueles que não são transformados são “lançados fora”.

Se estas afirmativas são verdadeiras, elas atigem a todos e são de infinita importância. Se não são, não afetam ninguém e nenhuma importância têm. Ou nada ou infinito. Ou este fio é vivo ou não é. Sendo vivo, conduz uma corrente de voltagem infinita. O cristianismo não pode ser “mais ou menos” importante.

O Deus dos cristãos não quer isto ou aquilo de você: Ele quer você – tudo o que é seu. Isto não é exorbitante. Ele fez você: Ele Se tornou homem para recuperá-lo. (Você gostaria de tranformar-se num animal durante vários anos?) Ele o mantém vivo cada momento. Ele lhe dá cada instante que você pensa ser seu. De fato, você é propriedade dEle e Ele o quer. Há os inimigos – dEle e seu – que também lhe querem. Se você não se entrega a Deus, então os inimigos tomá-lo-ão. A guerra entre eles e Ele é intensa demais para que alguém seja neutro. Uma pessoa que procura ser neutra será fatalmente capturada pelos inimigos. É preciso escolher o seu lado.

Alguns dizem que não podem acreditar nisto, porque sendo a terra tão pequena em relação ao universo, Deus não Se importaria com o que acontece nela. Mas um pequeno lugar pode ser de muita importância numa guerra. (Estalingrado, no mapa, parece ser um lugar muito pequeno, todavia foi o ponto estratégico na batalha de defesa da Rússia.) É por isto que insistimos: ponha todo o seu ser (cada parte tem valor) e imediatamente (cada minuto é importante) ao lado de Deus. Apresente-se para o serviço. Faça agora sua primeira oração, em qualquer lugar que esteja. Diga-lhe que você deseja lutar. Nunca soube de alguém que arrependesse deste passo.

Sem dúvida, há muita gente boa que não é crente, assim como há muita gente boa que toma o trem errado. Mas o que importa é onde vai terminar. O trem errado parece tão bom como o outro, antes da partida e pode mesmo acompanhá-lo por uma considerável distância, mas no final ele falha e você fica na mão.

Editora Ultimato lança versão de bolso de “Um Ano com C. S. Lewis”

Para celebrar dez anos de publicação de devocionários, Ultimato apresenta a sua coleção “Devocionário de Bolso”. Em 2010, Ultimato quer andar mais perto do seu leitor.

Mais acessível, fácil de carregar e com um novo formato, o “Devocionário de Bolso” é uma edição econômica dos clássicos devocionários da Editora Ultimato.

Com layout desenvolvido pelo designer Caio Campana, a coleção estreia com Devocionais Para Todas as Estações — meditações diárias , organizado pelo pastor Elben César, e Um Ano com C. S. Lewis — leituras diárias de suas obras clássicas .

Um Ano com C. S. Lewis — leituras diárias de suas obras clássicas é uma preciosa coletânea do que há de melhor nos clássicos “Cristianismo Puro e Simples”, “Cartas do Diabo a seu Aprendiz”, “O Grande Abismo”, “O Problema do Sofrimento” e “Milagres”.

Lançado originalmente em 2005, agora a nova edição apresenta, além do novo formato, uma nova revisão da tradução do original em inglês. A descoberta da fé, os milagres, o sofrimento, são alguns dos muitos temas desenvolvidos por C. S. Lewis ao longo do ano. Companhia perfeita para quem aprecia os escritos do maior pensador cristão do século 20.

A Editora Ultimato publicou também um vídeo de uma interpretação de Cartas de um diabo a seu aprendiz para promover o livro.


O livro, em sua edição de bolso, custa R$ 29,90 e você pode comprá-lo em pré-venda aqui . O lançamento é dia 20 de novembro.

Fonte: Editora Ultimato .

Editora Vida lança “Oração: cartas a Malcolm”

O nosso membro, Walter, nos avisou que a Editora Vida lançou o livro “Oração: cartas a Malcolm”, o último livro de C. S. Lewis.

Oração: cartas a Malcolm de C. S. Lewis é uma abordagem franca e honesta sobre a oração. Publicação póstuma, ainda assim permaneceu na lista dos mais vendidos por muito tempo.

Oração: cartas a Malcolm é um livro belamente concretizado e profundamente emocionante que trata dos temores e das fraquezas do homem.

Em forma de cartas afetuosas e descontraídas a um amigo muito chegado, C. S. Lewis medita em várias questões relativas ao diálogo íntimo entre homem e Deus. Pondera sobre aspectos práticos e metafóricos da oração. Indaga sobre nossa real necessidade de falar com Deus e sobre a forma ideal de oração. Busca saber qual dos nossos muitos eus mostramos a Deus enquanto oramos. E muito mais. A carta final contém pensamentos instigantes sobre “cristãos liberais”, alma e ressurreição.

O preço sugerido é R$ 19,90 no site da Editora Vida, clicando aqui.

Nova citação ao lado!

Estamos colocando hoje uma nova citação ali do lado.

Esta citação é do último lançamento de Lewis no mercado brasileiro, O Peso de Glória, pela Editora Vida. Esta frase retrata um dos momentos mais marcantes da coversão de Lewis: quando ele, após uma conversa com dois amigos (um deles J. R. R. Tolkien) sobre o cristianismo e acaba se convencendo que o mito* de Cristo era real.

Fizemos uma promoção relâmpago no twitter para que quem acertasse nós citariamos aqui no post. A ganhadora foi a @beladecepcao. Parabéns! E como só outra pessoa comentou, mereço destacá-la: @PamelaChris, que chutou O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa.

*C. S. Lewis era ateu na época que disse que história de Cristo era um mito.