Semana CS Lewis: O pintor e a pintura celestial

De “O Grande Abismo”. Mostra uma cena de um pintor que acaba descobrindo que não pode mais pintar.

Em O grande abismo, C. S. Lewis vale-se mais uma vez de seu incomparável talento para fábulas e alegorias. Em sonho, o escritor-narrador pega um ônibus numa tarde chuvosa e dá início a uma viagem inacreditável, atravessando Céu e Inferno.

No caminho, encontra-se com seres sobrenaturais, que fogem a tudo que ele já vira, e chega a conclusões significativas sobre as conseqüências inevitáveis do comportamento humano. É o ponto de partida para uma profunda reflexão sobre o bem e o mal. Se insistimos em conservar o Inferno (ou mesmo a Terra) não veremos o Céu; se quisermos o Céu, não guardaremos a menor, nem a mais familiar recordação do que seja o Inferno.

“Como eles chegam aqui, afinal?” perguntei ao meu Professor.

“Já vi gente desse tipo ser convertida”, respondeu, “enquanto aqueles que você poderia pensar que estivessem menos condenados voltaram. Os que odeiam o bem estão algumas vezes mais perto do que os que nada sabem a respeito dele e julgam conhecê-lo.”

“Quieto agora!” disse derepente o Professor. Estávamos de pé junto a uns arbustos e além deles vi um dos Sólidos e um Fantasma, que se tinham encontrado aparentemente naquele momento. A aparência do Fantasma era vagamente familiar, mas logo descobri que o que vira na terra não tinha sido o homem em si, mas fotografias dele nos jornais. Tinha sido um artista famoso.

“Deus!” exclamou o Fantasma, olhando ao redor para o cenário.

“Deus, o quê?” perguntou o Espírito.

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Semana CS Lewis: Ir à igreja

C. S. Lewis frequentou a mesma igrejinha durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ía ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Mas a longa obediência numa mesma direção moldou a vida de Lewis de um modo que nada mais poderia.

Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”

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Semana CS Lewis: O deus domesticado

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Uma razão por que muitas pessoas acham a teoria da evolução tão atraente é que ela nos proporciona o grande consolo emocional de acreditar em um Deus sem termos que assumir nenhuma conseqüência. Quando você se sente disposto e o sol brilha, e você não quer acreditar que o universo todo não passa de uma mera dança mecânica de átomos, é bom estar em condições de pensar nessa grande força misteriosa como uma onda gigantesca que se move através dos séculos, carregando você na crista dela. Se, por outro lado, você estiver a fim de cometer um ato muito feio, aquela Força Vital, que não passa de uma energia cega, amoral e desprovida de mente, jamais irá interferir na sua vida da mesma forma como faz aquele Deus terrível, do qual ouvimos falar na infância. A Força Vital é uma espécie de deus domesticado. Podemos acioná-la quando bem entendemos, desde que ela não interfira nas nossas vidas. Podemos, assim, usufruir de todas as emoções da religião, sem nenhum custo.  Seria essa Força Vital a maior expressão de falsa esperança que o mundo já viu?

- Cristianismo Puro e Simples

Celebre conosco a Semana C.S. Lewis

De 22 a 29 de novembro de cada ano, os Lewisianos de plantão se dedicam a relembrar o nascimento e morte de Clive Staples Lewis, também conhecido como simplesmente Jack. Ele nasceu em 29 de novembro de 1898 e faleceu a 22 de novembro de 1963.

Nesses 8 dias, alguns fãs de Lewis no Brasil se acostumaram a comemorar a Semana C.S. Lewis. Durante esse período, há muitas maneiras de homenagear o autor tão querido para crianças, jovens e adultos. Alguns escrevem poesias e contos, outros comentam trechos de suas obras, alguns fazem traduções de textos ainda inéditos em português, e muitos simplesmente citam as passagens das obras de Lewis que mais os encantam. Em todas essas manifestações, uma coisa há em comum: a admiração sincera e o carinho autêntico que cada um nutre por esse autor fantástico.

Em 2008, ocorreu mais uma conquista para todos os admiradores brasileiros de C.S. Lewis: a Igreja Anglicana do Brasil, cuja “mãe” inglesa Lewis frequentou em Oxford durante sua vida, instituiu o 29 de novembro como o Dia Nacional de C.S. Lewis, a ser celebrado com cerimônias, concursos e painéis. Este foi o primeiro e importante passo para o maior reconhecimento das obras do autor em nosso país. Veja aqui o decreto oficial da Igreja Anglicana do Brasil instituindo a data.

Neste ano, convidamos vocês a participarem conosco da Semana C.S. Lewis. Postaremos aqui trechos de obras de Lewis que consideramos significativos para quem quer conhecer um pouco mais deste autor.

Fiquem conosco e estejam atentos para mais novidades em breve, tanto aqui no site da Sociedade Brasileira C.S. Lewis quanto no Narnianos!

Tudo ou nada

Artigo de C. S. Lewis, publicado na revista Ultimato.

Dizem, às vezes, as pessoas: “ A religião não me atrai”. Certa ocasião conheci uma moça que me disse: “A religião serve, desde que não exagere”. Pessoas que falam assim pensam que a religião é algo como futebol ou música que pode servir para alguns, mas não para outros, ou que pode interessar até certo ponto, mas não além. O primeiro passo em direção à maturidade é compreender que isto não faz sentido.

O cristianismo não é um passatempo nem um remédio que se pode vender sem receita médica. Fazem-se afirmativas: Deus existe – O homem está falido – Deus tornou-Se Homem e pode transformar todos os outros homens – Nem um outro pode fazer isto – Aqueles que não são transformados são “lançados fora”.

Se estas afirmativas são verdadeiras, elas atigem a todos e são de infinita importância. Se não são, não afetam ninguém e nenhuma importância têm. Ou nada ou infinito. Ou este fio é vivo ou não é. Sendo vivo, conduz uma corrente de voltagem infinita. O cristianismo não pode ser “mais ou menos” importante.

O Deus dos cristãos não quer isto ou aquilo de você: Ele quer você – tudo o que é seu. Isto não é exorbitante. Ele fez você: Ele Se tornou homem para recuperá-lo. (Você gostaria de tranformar-se num animal durante vários anos?) Ele o mantém vivo cada momento. Ele lhe dá cada instante que você pensa ser seu. De fato, você é propriedade dEle e Ele o quer. Há os inimigos – dEle e seu – que também lhe querem. Se você não se entrega a Deus, então os inimigos tomá-lo-ão. A guerra entre eles e Ele é intensa demais para que alguém seja neutro. Uma pessoa que procura ser neutra será fatalmente capturada pelos inimigos. É preciso escolher o seu lado.

Alguns dizem que não podem acreditar nisto, porque sendo a terra tão pequena em relação ao universo, Deus não Se importaria com o que acontece nela. Mas um pequeno lugar pode ser de muita importância numa guerra. (Estalingrado, no mapa, parece ser um lugar muito pequeno, todavia foi o ponto estratégico na batalha de defesa da Rússia.) É por isto que insistimos: ponha todo o seu ser (cada parte tem valor) e imediatamente (cada minuto é importante) ao lado de Deus. Apresente-se para o serviço. Faça agora sua primeira oração, em qualquer lugar que esteja. Diga-lhe que você deseja lutar. Nunca soube de alguém que arrependesse deste passo.

Sem dúvida, há muita gente boa que não é crente, assim como há muita gente boa que toma o trem errado. Mas o que importa é onde vai terminar. O trem errado parece tão bom como o outro, antes da partida e pode mesmo acompanhá-lo por uma considerável distância, mas no final ele falha e você fica na mão.

Editora Ultimato lança versão de bolso de “Um Ano com C. S. Lewis”

Para celebrar dez anos de publicação de devocionários, Ultimato apresenta a sua coleção “Devocionário de Bolso”. Em 2010, Ultimato quer andar mais perto do seu leitor.

Mais acessível, fácil de carregar e com um novo formato, o “Devocionário de Bolso” é uma edição econômica dos clássicos devocionários da Editora Ultimato.

Com layout desenvolvido pelo designer Caio Campana, a coleção estreia com Devocionais Para Todas as Estações — meditações diárias , organizado pelo pastor Elben César, e Um Ano com C. S. Lewis — leituras diárias de suas obras clássicas .

Um Ano com C. S. Lewis — leituras diárias de suas obras clássicas é uma preciosa coletânea do que há de melhor nos clássicos “Cristianismo Puro e Simples”, “Cartas do Diabo a seu Aprendiz”, “O Grande Abismo”, “O Problema do Sofrimento” e “Milagres”.

Lançado originalmente em 2005, agora a nova edição apresenta, além do novo formato, uma nova revisão da tradução do original em inglês. A descoberta da fé, os milagres, o sofrimento, são alguns dos muitos temas desenvolvidos por C. S. Lewis ao longo do ano. Companhia perfeita para quem aprecia os escritos do maior pensador cristão do século 20.

A Editora Ultimato publicou também um vídeo de uma interpretação de Cartas de um diabo a seu aprendiz para promover o livro.


O livro, em sua edição de bolso, custa R$ 29,90 e você pode comprá-lo em pré-venda aqui . O lançamento é dia 20 de novembro.

Fonte: Editora Ultimato .

Editora Vida lança “Oração: cartas a Malcolm”

O nosso membro, Walter, nos avisou que a Editora Vida lançou o livro “Oração: cartas a Malcolm”, o último livro de C. S. Lewis.

Oração: cartas a Malcolm de C. S. Lewis é uma abordagem franca e honesta sobre a oração. Publicação póstuma, ainda assim permaneceu na lista dos mais vendidos por muito tempo.

Oração: cartas a Malcolm é um livro belamente concretizado e profundamente emocionante que trata dos temores e das fraquezas do homem.

Em forma de cartas afetuosas e descontraídas a um amigo muito chegado, C. S. Lewis medita em várias questões relativas ao diálogo íntimo entre homem e Deus. Pondera sobre aspectos práticos e metafóricos da oração. Indaga sobre nossa real necessidade de falar com Deus e sobre a forma ideal de oração. Busca saber qual dos nossos muitos eus mostramos a Deus enquanto oramos. E muito mais. A carta final contém pensamentos instigantes sobre “cristãos liberais”, alma e ressurreição.

O preço sugerido é R$ 19,90 no site da Editora Vida, clicando aqui.

Nova citação ao lado!

Estamos colocando hoje uma nova citação ali do lado.

Esta citação é do último lançamento de Lewis no mercado brasileiro, O Peso de Glória, pela Editora Vida. Esta frase retrata um dos momentos mais marcantes da coversão de Lewis: quando ele, após uma conversa com dois amigos (um deles J. R. R. Tolkien) sobre o cristianismo e acaba se convencendo que o mito* de Cristo era real.

Fizemos uma promoção relâmpago no twitter para que quem acertasse nós citariamos aqui no post. A ganhadora foi a @beladecepcao. Parabéns! E como só outra pessoa comentou, mereço destacá-la: @PamelaChris, que chutou O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa.

*C. S. Lewis era ateu na época que disse que história de Cristo era um mito.

C. S. Lewis sobre o divórcio

Um texto de Cristianismo Puro e Simples sobre o divórcio.

O que todas  as pessoas repudiam é a visão moderna de que o divórcio é simplesmente um reajustamento de parceiros, a ser feito sempre que as pessoas não se sentem mais apaixonadas uma pela outra, ou quando uma delas se apaixona por outra pessoa. Antes de analisar essa visão moderna e sua relação com a castidade, não devemos deixar de considerar sua relação com outra virtude - a saber, a justiça. A justiça, como eu disse antes, inclui a fidelidade à própria palavra. Todos os que se casaram na igreja fizeram a promessa pública e solene de permanecer unidos até a morte. O dever de cumprir essa promessa não tem nenhum vínculo especial com a moralidade sexual: ela está em pé de igualdade com qualquer outra promessa. Se, como as pessoas hoje em dia insistem em dizer, o impulso sexual é igual a todos os outros impulsos, então deve ser tratado em pé de igualdade com eles. Assim como o gozo de todo e qualquer impulso é controlado por nossas promessas, assim deve ser o gozo do impulso sexual. No entanto, se, segundo penso, ele não é igual a nossos demais impulsos, mas encontra-se morbidamente inflamado, devemos ter mais cautela para que ele não nos leve à desonestidade. Certas pessoas podem retrucar dizendo que consideram a promessa feita na igreja uma simples formalidade, a qual nunca tencionaram cumprir. A quem, então, pretendiam enganar quando fizeram tal promessa? A Deus? Isso não é nada sensato. A si mesmas? Isso não é muito mais sensato que a alternativa anterior. Enganar a noiva, o noivo, os sogros? Isso é traição. E mais freqüente, na minha opinião, o casal (ou um deles) querer enganar o público. Quer a respeitabilidade que vem do casamento sem ter de pagar por isso: ou seja, são impostores, são enganadores. Se essas pessoas são desonestas e não se preocupam com isso, não tenho nada a lhes dizer. Quem poderia adverti-las a seguir o nobre, mas penoso, dever da castidade, se elas não pretendem nem mesmo ser honestas? Caso recobrassem a razão, a própria promessa feita as constrangeria. Tudo isso, como você pode notar, está circunscrito ao âmbito da justiça, e não da castidade. Se as pessoas não acreditam em casamento para sempre, talvez seja melhor viver juntas sem estar casadas que fazer uma promessa que não pretendem cumprir. É claro que, ao viver juntas sem estar unidas pelo matrimônio, elas são culpadas de fornicação (sob o ponto de vista cristão).

Informações técnicas o filme de “O Grande Abismo”

A Beloved Pictures atualizou seu site oficial com informações técnicas de “O Grande Abismo”.

Diretor: David L. Cunningham

Produtores: Michael Ludlum, Caleb W. Applegate e Robert Abramoff

Produtor Executivo: Bob Beltz

Status: Em desenvolvimento / Criando Script

O Grande Abismo é uma obra de fantasia de CS Lewis (Cartas de um diabo a seu aprendiz, As Crônicas de Nárnia. O Grande Abismo conta a história da jornada de um homem que vai até a Cidade Cinza até o Céu.

O filme não tem data prevista para a estreia.

Fonte: NarniaFans | Tradução e adaptação: Sociedade Brasileira CSLewis