Ben Barnes fala sobre batalhas em VPA

3 - Set - 2009 por Administração Narnianos    1 comentário     Postado em: Destaques, Entrevistas, Notícias

benbarnesdoriangrayO ator britânico Ben Barnes está  desenvolvendo um hábito que pode fazer com que ele ganhe a simpatia dos que amam a leitura. “Ou eu poderia desapontar muitas pessoas”, ele ri. “Este é o problema de se trabalhar com adaptações de obras dos autores favoritos das pessoas. Eu estou indo direto de Alan Bennett para CS Lewis e para Noel Coward e Oscar Wilde. Estou fazendo tudo isso. Depois vou de vez para Hamlet!”

Ele está brincando, obviamente. Em seguida, na verdade, ele voltará à Nárnia. No dia dessa entrevista, o ator de 28 anos estava prestes a pegar o avião para o início das gravações do terceiro capítulo da saga de fantasia de CS Lewis, As Crônicas de Nárnia, embora o público terá a chance de vê-lo nas telonas no final deste mês, quando ele estreará no papel de um dos mais infames personagens da literatura vitoriana, Dorian Gray.

Adaptado de um controverso livro de Wilde, O Retrato de Dorian Gray conta a história de um belo jovem que troca sua alma pela juventude eterna, o filme surge como uma adaptação cinematográfica rara: a versão em preto e branco de Albert Lewin (1945) é a melhor de que se tem notícia. Em contraste com a película de Lewin, no entanto, a nova encarnação da narrativa de Wilde centra-se menos sobre o retrato e muito mais sobre o próprio homem, daí a remoção do “retrato” do título do filme.

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(Trecho sobre Dorian Gray – clique em “Mais” para ler) Show ▼

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Pessoalmente, Ben Barnes é realmente abençoado com a aparência fina e bastante enigmática, embora hoje ele não esteja tão vigoroso como costuma ser: ele acabou de desembarcar de volta ao Reino Unido ontem, após terminar um drama humano fatigante em Boston, e amanhã ele pegará um avião com destino a Nárnia. Sua estreia no filme homônimo de seu personagem, no segundo filme de Nárnia, Príncipe Caspian (2008), alcançou uma bilheteria de 400 milhões de dólares, e agora ele reprisará o papel na adaptação do terceiro livro da série de Lewis, A Viagem do Peregrino da Alvorada.

“Há algumas grandes batalhas* nesse, além de espadas e ação”, ele revela quando ponderando sobre sua próxima aventura, “embora este filme é mais sobre magia, criaturas e descoberta. Estou ansioso para ver Caspian alguns anos mais tarde, como um rei, interpretando um personagem que não é tão vulnerável e frágil desta vez. E interpretar um rei, eu acho que vai ser bem legal. O rei está no comando, no início, embora as crianças voltem e elas meio que acabem um pouco com essa liderança do rei!”

“Mas eu estou ansioso por isso. Afinal de contas, como criança você sonha em empunhar espadas em uma aventura de fantasia”, ele ri. “Eu definitivamente não cresci querendo interpretar um pai jovem com uma criança em coma, procurando por respostas!”. O papel de um pai jovem procurando por respostas é uma cortesia do filme que ele acabou de completar em Boston, que carrega o título temporário de Valediction. “Ele tem um tema muito adulto e estou interpretando uma pessoa da minha própria idade pela primeira vez”, diz Barnes, “um homem de 28 anos com uma filha. Parece com um monte de filmes de que gosto, mas também não se parece com nada que tenho lido ultimamente. É difícil descrever. Como descreveria The Three Colours Blue ou Blue Velvet ou Momento? São filmes difíceis de classificar. São filmes sobre pessoas. É certamente o filme mais realístico que fiz, é meu segundo filme contemporâneo e meio que ele me forçou a vir fazê-lo”.

Seu primeiro filme contemporâneo foi Bigga Than Ben, um indie lançado em 2008, pouco depois de ele ter aparecido no grandioso conto-de-fadas de Matthew Vaughn, Stardust. Seu sucesso, porém, veio com Príncipe Caspian e foi seguido por Easy Virtue de Noel Coward.

“Eu não acredito nessa coisa de carreira ascendente”, diz, embora tenha causado certa controvérsia quando deixou The History Boys, no Teatro Nacional, para assumir Caspian. “Eu acho que, pela forma como me envolvi com Príncipe Caspian, as pessoas acham que sou um louco ambicioso, mas não é nada disso. Eu apenas quero trabalhar neste nível. Eu sei o quão sortudo eu sou de poder trabalhar em pequenas produções de estúdios independentes, como também em grandes filmes como Nárnia”.

Seu perfil está certamente em ascendência e sua aparência e charme fazem com que ele tenha uma grande simpatia das fãs. Ele gosta de toda essa atenção? “As pessoas não me reconhecem, na verdade”, ele admite. “Talvez porque eu tenho um cabelo longo ou talvez por causa da barba, ou talvez porque não sou tão popular assim!”

“As pessoas reconhecem os atores que elas veem regularmente, como pessoas que aparecem toda semana na televisão. A maior parte das pessoas provavelmente só me viram em um ou dois filmes”. Com seu embarque para a segunda viagem à Nárnia, e seu sétimo filme no total, isso certamente mudará.

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Além da notícia acima, o site Evening Times trouxe uma matéria com alguns trechos de entrevista com o ator. Há apenas um pequeno comentário de Ben sobre o próximo filme Nárnia:

Ele está animado para reprisar o papel em As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada e diz: “Nós estávamos ensaiando e treinando com espadas, o que é mesmo muito empolgante. Eu sou o rei agora e é bom ser o rei!”

* O original da notícia traz “pitched battles”, que são “batalhas campais”. Uma batalha campal é quando ambos os exércitos entram num acordo para o local e data da luta. Cada um dos grupos tem a opção de desistir da batalha antes mesmo que ela se inicie ou pouco depois do primeiro choque.

FONTE: Telegraph via NarniaFans; Evening Times | TRADUÇÃO: Narnianos.com

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